Serviços on-line para profissionais da música

Serviços on-line para profissionais da música

Muito se tem falado acerca da redução das vendas no mercado discográfico e da pirataria como uma das causas principais para este fenómeno. Como consequência, discutem-se novas formas de ganhar dinheiro num mundo em que a velocidade de download permite facilmente descarregar vários álbuns em segundos sem pagar um cêntimo. Mas a verdade é que as vendas de músicas através do mercado digital - a nível mundial - subiram 8% de 2011 para 2012! Este aumento coincidiu com a expansão de serviços como o iTunes, Spotify e Deezer, que em Janeiro de 2011 chegavam a 58 países, contra 28 no início do ano anterior. Graças à "mudança de paradigma" (e neste caso a expressão é mesmo uma realidade e não uma expressão vaga e oca de sentido) podemos agora escolher as músicas que queremos dentro de um catálogo vastíssimo e ouvi-las ou mesmo descarrega-las pagando - na pior das hipóteses - uma pequena mensalidade. Tudo isto, claro está, com a contrapartida de sermos bombardeados com publicidade. Se esta nova forma de ouvir música fez baixar as vendas de CDs, ela também abriu portas a vários serviços de divulgação e distribuição que os músicos (amadores e profissionais) podem facilmente utilizar para vender a sua própria música no mundo inteiro. Aqui ficam alguns exemplos:

Redes Sociais Generalistas e Especializadas

A promoção on-line do que quer que seja passa, imprescindivelmente, por uma presença nas redes sociais mais "mainstream". Em Portugal a rainha das redes sociais é o Facebook, enquanto que noutros mercados (como o anglo-saxónico) continua a imperar o Twitter. Para além destes dois principais há outros igualmente importantes como o Google+ (pelo SEO), o YouTube e eventualmente o Pinterest (em função do estilo apresentado pela banda). Depois, há as redes específicas como o MixCloud ou o SoundCloud, e noutra vertente, o Myspace, que - como as redes sociais generalistas - se baseiam no crescimento dos fans das bandas para poderem aumentar a base de "clientes" susceptíveis de serem alvos de publicidade paga ou então cobrando por funcionalidades avançadas. Estas redes podem ser muito boas para a divulgação, nomeadamente se forem utilizados os serviços adicionais de widgets que permitem colocar a nossa música em blogs de uma forma semelhante à partilha de vídeos do Youtube.

Lojas de downloads

Lojas como o iTunes ou a Amazon MP3 ainda dominam o mercado, embora existam muitas mais, algumas mundiais, outras dedicadas a um mercado específico, como o finlandês, o chinês, o espanhol, e mesmo o português, onde temos por exemplo a Music Box da PT. É o modelo de negócio mais próximo da tradicional loja de discos: o cliente escolhe o que quer comprar, paga e descarrega - embora estas tenham funcionalidades adicionais como a possibilidade de criar playlists.

Serviços de streaming 

Este sim um tipo de serviço novo. Essencialmente, são serviços que nos garantem acesso a todo o catálogo de músicas pagando uma mensalidade. Em vez de comprar determinados álbuns ou singles, podemos alugar todos! Podemos até fazer as nossas próprias playlists, ouvi-las no computador, no smartphone, em casa de amigos ou até no nosso café/bar/discoteca. É o caso do Spotify, do Rhapsody e do Deezer, de que falaremos melhor nos próximos artigos.

Agregadores / distribuidores Uma outra novidade no mundo da música digital são os agregadores / distribuidores. Durante muitos anos uma banda tinha necessariamente de contactar uma distribuidora ou, em alternativa, tinha de criar a sua própria editora e fazer o seu próprio trabalho de distribuição. Com a multiplicação de serviços de venda de música, streaming, mistos, e tantos outros, esse trabalho tornou-se cada vez mais complicado. É aqui que entram em cena os agregadores / distribuidores como o CDBaby, o Record Union ou o Ditto Music. Por uma taxa ou um pagamento fixo (que varia em função do serviço mas que geralmente não ultrapassa o preço de 2 ou 3 CDs) qualquer músico pode ter a sua música distribuída nas principais lojas on-line e serviços de streaming mundiais e ganhar dinheiro por isso. Não é o estrelato assegurado, mas ajuda!